A cidade que não dorme


As luzes estão sempre acesas, as mesas sempre postas, tudo sempre limpo, as portas sempre abertas, o telefone sempre atendido, a rua sempre livre, a segurança sempre presente, o sorriso sempre aberto. Tudo à nossa disposição, para que possamos aproveitar plenamente o momento especial.

Escolhemos a melhor roupa, preparamos o corpo e a mente para a passagem que fará dos vindouros momentos sempre mais positivos. Nos preparamos para sintonizar nossas energias às expectativas e despendemos grande parte delas para que cada registro fique perfeito.

Mas o nosso próprio esforço nunca será suficiente se a natureza não cooperar com cada momento. E nesta observação inclui-se a natureza humana.

Para que nossos olhos possam fechar em um sono leve depois da farra, no mínimo, outro par de olhos deve estar aberto para que na manhã seguinte a vida continue em ordem. Para cada multidão que grita eufórica a contagem regressiva, outra multidão acelera os afazeres para que aproveitemos a vida ao máximo.

A cidade é de pedra, não precisa dormir. Mas as mãos e pés que a conduzem precisam.

Se o Réveillon ou qualquer outro momento de reunião foi perfeito, lembremo-nos que enquanto apreciávamos as luzes, outros olhos prestavam atenção às nossas necessidades e outros braços não davam abraços, mas trabalhavam.

Para que o mundo siga com justiça e equilíbrio lembrarei de valorizar cada momento em que alguém abriu mão de compartilhar para servir, inclusive os meus próprios.

QUE 2013 TRAGA A TODOS IGUAIS MOMENTOS DE COMPARTILHAR E SERVIR!

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