Pretty good but not great

E assim se finda 2011. O ano já está acabando mas eu ainda não descobri o que o mesmo quis da minha pessoa.

Tempo passado, tempo cumprido. Sorri, chorei, questionei, aceitei, mudei, mudei novamente, mudei mais um pouquinho... e aqui estou. Pronta para que 2012 não me venha com essa baboseira de que o mundo vai acabar, porque se assim fosse, a humanidade sucumbiria sem nenhuma das respostas às grandes perguntas da vida. E eu sucumbiria extremamente irritada por isso.

Talvez 2012 me traga o verdadeiro sentido de 2011, ou mesmo o de 2009, 2008 e os demais anteriores, da minha história e por que não... da história da humanidade.

Deixando o shakespearismo de lado, eu posso sentir as promessas que o Ano Novo sempre representa. Posso sentir o peso mais leve do ano que está acabando. Como se finalmente eu tivesse achado a gaveta certa para as documentações correlatas. Enfim, arquivadas. Pedaços de um projeto que foi se desenrolando com e sem muitas variáveis previstas. E agora que estão em ordem cronológica e alfabética, anexados às respectivas imagens, fotos, sons, texturas e aromas, posso resgatá-los à medida que me fizerem falta, ou simplesmente aprisioná-los, quando me for conveniente.

Entre tantos desejos de realização para o ano que vem, um me fez perceber que devo ser mais firme quando decidir ser o que quero ser: mais pró-atividade social. Digamos que eu já domine a habilidade no trabalho, em casa, em família. O que não seria novidade para ambientes onde a cobrança é direta e explícita. Mas me falta saber agir no imediato quando alguma injustiça se faz em minha presença. Talvez eu já esteja em um nível bom, mas o excelente existe e eu com certeza não estou perto dele. Não falo de ações filantrópicas, mas de ações cidadãs.

Não quero trazer para casa as indignações das filas, dos atrasos, das desistências, das rejeições, dos preconceitos, dos enganos, das corrupções, e desabafar com o espelho do elevador social sobre o quanto o mundo está errado. Quero retocar meu batom comentando com a minha própria imagem sobre algum feito: e ache bom! ostentando um merecido auto-reconhecimento de alguém que não deixou passar em brancas nuvens as imperfeições humanas no convívio social. Nem mesmo as próprias.  

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