Eu adoro comer batatas. Fritas, cozidas, assadas, em purê... Mas antes de apreciar a iguaria é preciso, na maior parte das receitas, descascá-la. Certo.
O modo menos trabalhoso que encontrei para fazê-lo é escaldá-las e ainda em alta temperatura puxar a casca, como uma pele que se descama.
Eu sempre pensava neste processo antes de escolher o prato do dia e torcia para que na geladeira houvessem mais batatas grandes que pequenas. As maiores, se cortadas em pedaços, geram mais rodelas do que as menores, que por sua vez, são possíveis de serem partidas somente ao meio, gerando duas pontas. As pontas são mais complicadas. Possuem arestas, brotos e curvatura peculiares, de difícil manipulação.
O que ocorria como um hábito, passou a sofrer uma sutil mudança. Em lugar das rodelas, passei a preferir descascar as pontas. Através de uma técnica menos trabalhosa ainda. Com a ajuda de um pano de prato umedecido, puxo a casca das pontas de uma só vez, como que ao movimentar um pequeno cobertor. E desde então, torço pela frequência das batatas menores.
Mas o que aconteceu ainda não sei dizer. A nova técnica surgiu para que todas as batatas fossem descascadas com menos labor?; a frequência das batatas maiores realmente mudou?; o equilíbrio entre as frequências nunca mudou?; quanto mais prazer se tem ao objeto final, mais estratégias são articuladas pelo cérebro para alcançá-lo?; tudo é uma questão de costume?; quando somente você pode fazê-lo, encontrará sempre a melhor forma?; não houve alterações relativas ao processo, mas à percepção?; quando iniciado pela parte mais comiplicada o trabalho segue com menor pesar ?
Seja qual for a resposta, qualquer batata vale apena ser descascada; desde que não lhes queime as mãos.
O modo menos trabalhoso que encontrei para fazê-lo é escaldá-las e ainda em alta temperatura puxar a casca, como uma pele que se descama.
Eu sempre pensava neste processo antes de escolher o prato do dia e torcia para que na geladeira houvessem mais batatas grandes que pequenas. As maiores, se cortadas em pedaços, geram mais rodelas do que as menores, que por sua vez, são possíveis de serem partidas somente ao meio, gerando duas pontas. As pontas são mais complicadas. Possuem arestas, brotos e curvatura peculiares, de difícil manipulação.
O que ocorria como um hábito, passou a sofrer uma sutil mudança. Em lugar das rodelas, passei a preferir descascar as pontas. Através de uma técnica menos trabalhosa ainda. Com a ajuda de um pano de prato umedecido, puxo a casca das pontas de uma só vez, como que ao movimentar um pequeno cobertor. E desde então, torço pela frequência das batatas menores.
Mas o que aconteceu ainda não sei dizer. A nova técnica surgiu para que todas as batatas fossem descascadas com menos labor?; a frequência das batatas maiores realmente mudou?; o equilíbrio entre as frequências nunca mudou?; quanto mais prazer se tem ao objeto final, mais estratégias são articuladas pelo cérebro para alcançá-lo?; tudo é uma questão de costume?; quando somente você pode fazê-lo, encontrará sempre a melhor forma?; não houve alterações relativas ao processo, mas à percepção?; quando iniciado pela parte mais comiplicada o trabalho segue com menor pesar ?
Seja qual for a resposta, qualquer batata vale apena ser descascada; desde que não lhes queime as mãos.



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