![]() |
| Conta ai... |
Essa semana escutei histórias de amor, de infância, de novas experiências profissionais, de viagens... e me senti como tendo lido cem livros. Eu adoro ler livros, mas não chega a ser um vício, porque eu não os procuro, eles que me acham; e não chegam a ser uma fuga, mas um complemento ao mundo real em que vivo. Quando quero, sou capaz de esquecê-los, sem o peso da abstinência, basta que outra atividade me ocupe a mente.
Mas eu não consigo escapar das perguntas: mas e o que aconteceu então? e como se conheceram? e depois? a pessoa conta que nem sente que está entregando parte de sua própria vida a mim. É um presente! Eu vivo o que elas viveram em imaginação e as histórias vão se tornando alimento para duas almas ao mesmo tempo.
Só não suporto uma coisa: repetição. Eu gosto de mais, do novo. Não repita uma cena e já terá sucumbido ao esquecimento. A não ser que se trate de uma piada muuuuito boa ;) Eu realmente não tenho talento algum para ser psicóloga.
O esquisito é que nunca me apeguei às biografias. Estas, teoricamente, seriam o encontro de duas paixões, mas não me apetecem. Eu acho que porque centram-se demais no glamour, ainda que de uma vida pacata ou desastrosa e porque evidentemente não me são contadas na particularidade, com as nuances pessoais de sentimento do ator principal.
Se eu for premiada com uma velhice lúcida, já sei qual vai ser meu principal passa-tempo!



0 comentários:
Deja un comentario