Acordar no Brasil, em pleno 7 de setembro, é lembrar que buscamos sempre a Independência. Não restritamente àquela que se define pelo fato de desassociação mas à outra que remete até mesmo ao extremo oposto.
Somos movidos pela ânsia de termos um país independente de outro(s), um Estado economicamente independente dos demais, uma cidade independente da religião, um bairro independente do centro comercial, uma rua independente do tráfego das principais vias, uma morada independente do barulho dos vizinhos, um quarto independente dos irmãos, uma cama independente das visitas, um sonho independente do que o mundo nos possibilite.
Eu só queria ser independente e estar dependente de tudo a que escolhi na minha vida por pura escolha. Simples assim. Mas a natureza humana não é independente, do ambiente, da sociedade, nem dela mesma. Eu dependo dos outros até para definir o que de fato eu quero, então essa coisa de comemorar a Independência, seja lá do que ou de quem for é uma ilusão. Mais uma ideia implantada na nossa mente, explorada pelo mercado publicitário e consequentemente pela história.
Nossos ex-líderes, ex-chefes, ex-empregos, ex-companheiros, ex-lares, ex-vícios, ex-colonizadores, ex-religião, ex-locatários, ex-empregados, o que quer que fossem! são os verdadeiros responsáveis pela nossa proclamada independência. E se algum dia nos imbuímos de ânimo ou coragem para deixar algum lugar, alguma coisa ou alguém foi porque esta outra parte nos fez ultrapassar o limite do suportável.
Eu não desejo INdependência alguma, desejo DEpendências, fortes e urgentes, que me façam apreciar o que eu sou e aquietar, na maior parte do tempo, essa vontade insana de me livrar de algum aspecto da minha vida.
Somos movidos pela ânsia de termos um país independente de outro(s), um Estado economicamente independente dos demais, uma cidade independente da religião, um bairro independente do centro comercial, uma rua independente do tráfego das principais vias, uma morada independente do barulho dos vizinhos, um quarto independente dos irmãos, uma cama independente das visitas, um sonho independente do que o mundo nos possibilite.
Eu só queria ser independente e estar dependente de tudo a que escolhi na minha vida por pura escolha. Simples assim. Mas a natureza humana não é independente, do ambiente, da sociedade, nem dela mesma. Eu dependo dos outros até para definir o que de fato eu quero, então essa coisa de comemorar a Independência, seja lá do que ou de quem for é uma ilusão. Mais uma ideia implantada na nossa mente, explorada pelo mercado publicitário e consequentemente pela história.
Nossos ex-líderes, ex-chefes, ex-empregos, ex-companheiros, ex-lares, ex-vícios, ex-colonizadores, ex-religião, ex-locatários, ex-empregados, o que quer que fossem! são os verdadeiros responsáveis pela nossa proclamada independência. E se algum dia nos imbuímos de ânimo ou coragem para deixar algum lugar, alguma coisa ou alguém foi porque esta outra parte nos fez ultrapassar o limite do suportável.
Eu não desejo INdependência alguma, desejo DEpendências, fortes e urgentes, que me façam apreciar o que eu sou e aquietar, na maior parte do tempo, essa vontade insana de me livrar de algum aspecto da minha vida.



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