Turkish Day

Começaram as apresentações oficiais dos intercambistas na Bemar, escola onde trabalhamos, sobre suas respectivas nacionalidades. Porém a primeira apresentação foi sobre a própria Turquia.

Duas irmãs, alunas da escola se vestiram a caráter, uma de noiva (de vermelho) e outra, com um traje típico da região de Denizli. Elas mostraram informações sobre literatura, história, música, tradições, comida e muito mais. Chegaram a reproduzir os festejos de um casamento típico. Foi uma tarde inteira de novos sons, imagens e sabores.

Os turcos, apesar da pouca firmeza de seu papel e de sua posição na história do mundo, sentem muito orgulho da história e das relíquias que têm. Eu vi lágrimas correndo dos olhos de pessoas mais velhas que estavam presentes, até mesmo da mãe do boss, que os intercambistas costumam chamar de bruxa. Tadinha, ela tem coração!

A Turquia tem uma história de transformação renovadora, que me fez aumentar a admiração pelo país e pelo povo, em especial, pelo benfeitor da nação, Ataturk. Entendi só depois desta apresentação o porquê de tanta veneração a este personagem. De fato, ele merece estar nas bandeiras, fachadas, posters, telas de proteção de laptops, paredes de escolas, universidades, órgãos do governos e até estabelecimentos comerciais.

Recebi "de presente" uma marca de henna na palma da mão, como é de costume para as mulheres amigas da noiva que querem casar. Dancei, na medida do possível, cantei na medida do impossível (é muito difícil) e guardei mais boas lembranças.

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