Minha Bye Bye Party

O tempo de dizer Bye Bye para Denizli estava chegando, e como de praxe, comecei a planejar minha festa de despedida. Quase todos os amigos queridos já haviam retornado às suas casas e não seria tão difícil dizer adeus aos poucos que restaram. Mas sempre sobra uma pontinha de nostalgia.

Para facilitar o percurso até a agência de viagens, de onde eu tomaria o ônibus para Istanbul, me mudei "de mala e cuia" para o velho e bom apartamento do irmão do boss (eu estava destinada àquele lugar) e lá, fiz minha festa, que incluiu a comemoração pelos aniversários de Alexsandria e do professor Gurkan, além da despedida adiantada da Augustina.

Aniversariantes
Começamos a noite com muito vinho e um papo sobre o futuro. A russa Tatiana lançou a máxima sobre a previsão de nossos futuros e perguntou um a um, entre os presentes, o que estaríamos fazendo e como seríamos dali a 5 anos. Muitas expectativas foram reveladas. Concluímos a animada conversa com o plano de nos encontrarmos todos no Brasil, logo após os Jogos Olímpicos de 2016, já que o meu país seria o meio do caminho para todo mundo e um local atrativo para a maioria. Ofereci minha casa como host para todos e roguei a Deus que até lá eu tivesse condições financeiras e logística para a acolhida.

Escutamos um bocado de música pop turca e terminamos a noite com imensos elogios do Mr. Hudai, do boss e do professor. Fui surpreendida pela admiração que cultivaram por mim e pelo meu trabalho. Parece que o Brasil conseguiu aparecer "bem na foto" para Denizli.

Arrumei minhas malas com todo o peso possível de uma saudade no coração. Tive a agradável companhia das amigas Alexsandria (Filipinas), Joyi (China) e Augustina (Rússia), que dormiram lá no apartamento só para me levar até a agência de ônibus pela manhã, bem cedo. Ver seus rostos da janela do ônibus que saía bem em frente à Bemar foi difícil. Só não impossível porque eu sabia que sem meus queridos companheiros de intercâmbio aquele lugar nunca mais seria o mesmo. Eu estava indo embora e logo, logo todos iriam também.

Guardo a forte esperança de vê-los todos novamente, aqui no Brasil ou em seus países de origem. Prometi que enviaria um cartão postal do Brasil a todos os amigos e a alguns alunos. 10 horas de viagem de Denizli até Istanbul me esperavam. O fato de saber que minha mãe e meu irmão mais novo me esperavam por lá não fez diminuir em nada as lágrimas que correram sobre o meu rosto. Eu tinha bastante tempo para me recompor até encontrá-los. Afinal, "uma nova vida estava me esperando no Brasil", como me disse a Tatiana, olhando profundamente em meus olhos e eu tinha que aproveitar ao máximo o passeio pela Europa e a companhia deles. Detalhe: Tatiana ainda fez um penteado típico russo em mim e eu tinha a difícil missão de mantê-lo intacto para minha mãe vê-lo. 

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