COP15, para todos que não foram a Copenhagen

A discussão terminou. Alguns papéis foram assinados e publicados, outros rasgados ou escondidos. Poucos adequados. Os que discursaram estarão (re)eleitos. Os que ficaram calados são, de alguma forma, culpados.

O calor continua insuportável. A chuva continua a cair torrencialmente. O ar continua poluído. Os ricos continuam ricos. Os pobres, pobres. Os emergentes, emergindo. Os acomodados, aliviados. Os desacomodados, agora, revoltados.

Seja qual for a atitude dos líderes das nações daqui por diante, teremos que enfretar a fúria: da natureza ou dos que dela se valiam impiedosamente para "se desenvolverem".

Eu não pude estar lá. Também não pude mandar ninguém me representando. Mas vou continuar a fazer a minha parte, à formiga. Como qualquer pessoa fazê-lo também:

ÁGUA
- troquei as descargas sanitárias de válvulas por acopladas;
- rego minhas plantas à noite;
- lavo roupas na máquina só uma vez por semana e reaproveito toda a água da máquina na limpeza da própria casa;
- corrijo todo e qualquer vazamento ou infiltração das tubulações;
- tenho aeradores nas torneiras (são aquelas pequenas peneiras que dão impressão de ter mais vazão);
- mantenho tornerias e chuveiros abertos o tempo mínimo possível.

ENERGIA ELÉTRICA
- minha geladeria é a mais simples possível, nova e simples;
- para minhas leituras, quase sempre noturnas, uso um abajur direcionado;
- uso máquinas de calcular com carregador solar (existem outros aparelhos com mesma fonte);
- desabilitei o relógio do microondas e o que pode ir ao forno é a preferência na mesa;
- limpo regularmente meus lustres e lâmpadas;
- carrego celular só o tempo necessário, nunca deixo carregando a noite toda;
- banho quente, só no frio;
- eletrodomésticos passam a noite com tomadas desligadas;
- computador sem uso é computador desligado, até minha tela inicial padrão do Google Eco4Planet é preta, emite menos luz, gasta menos energia;
- ambiente vazio = luz apagada, ar condicionado desligado.

CONSUMO
- tenho caneca de louça e garrafa térmica no trabalho;
- carrego a mesma garrafa de plástico com água refrigerada em casa. Evito ao máximo comprar água em copo ou garrafa plástica na rua;
- faço feedback para insdústrias e comerciantes sobre formas de produção menos agressivas ao meio ambiente;
- dou preferência a produtos de limpeza biodegradáveis e receitas naturais para estes produtos;
- estabeleci algumas estratégias para fugir de lugares onde o consumo é altamente estimulado, exemplos: busca e compras via net, lojas especializadas fora de shoppings, maior frequentação a feiras livres pequenas e lojas do bairro;
- dou preferência a produtos in natura, evito os saquinhos de chá;
- primo pela qualidade, para que dure mais;
- dispenso, sempre que possível, as embalagens, mesmo as recicláveis. Ponho o que compro em minha bolsa, quando cabe, ou nas sacolas de pano e de fibra que comprei para carregar compras de supermercado. As malditas sacolas plásticas só entram em casa uma vez por mês, para saírem como sacos de lixo;
- procuro embalagens bem simples e recicláveis para presentes. Mas se o presente for bonito por si só, vai sem embalagem mesmo.
- bazar, sebo, antiquário e brechó para mim são pontos turísticos imperdíveis.

RECICLAGEM
- reutilizo o plástico-filme de embalagens de fatiados até rasgarem. Limpos, eles envolvem outros alimentos que devem ser conservados na geladeira;
- dou preferência aos produtos com símbolo de reciclagem, pesquiso a fonte de coleta e encaminho-o quando não tiver mais serventia;
- ensino às crianças da minha família hábitos de reciclagem e dou a ela presentes educativos e biodegradáveis;
- facilito, sempre que possível, o trabalho dos catadores de lixo;
- meu lixo eu não jogo no chão. Se não houver lixeira perto de mim, guardo até encontrar a próxima lixeira ou levo para casa, lá com certeza tem algumas;
- café espanta mosquitos (inclusive os da dengue), jogo sempre que possível, a borra coada na terra;
- embalagem de presente bonita é prontamente adaptada e repassada em novo presente;
- imprimiu de uma lado e não deu certo, guarda e vira rascunho. Se for cortado em pequenos quadradinhos vira bloco de anotações.

É pouco eu sei, e tudo isso deveria ser obrigação, não um favor à natureza. Um dia chegaremos lá!

ENGLISH VERSION
The discussion ended. Some papers were signed and published, other broken or hidden. Few appropriated. Those who speeched will be (re) elected. Those who remained silent are somehow to guilty.

The warmth is still unbearable. The rain continues to fall in torrents. The air is still polluted. The richies are still rich. The poors, poor. The emergents, emerging. The accommodated, relieved. The destabilized, now, angry.

Whatever the attitude of the nations’s leaders from now on, we will have to up against the fury: nature’s or those's who use it, ruthlessly, to "develop" themselves.

I didn’t can be there. I didn't can send too anyone representing me. But I will continue to do my part, like a ant. Anyone can do it too:

WATER

- I changed the flushing valve for coupled;
- Ditch my plants at night;
- Wash clothes in the machine only once a week and recycles all the water from the machine to clean the home;
- Fix any leakage or seepage from the pipes;
- Taps have aerators (small screens are those that give the impression of having more flow);
- Keep taps and showers open the minimum time possible.

ELECTRICITY

- My freezer/refrigerator is the simplest possible, new and simple;
- To my reading, often at night, use a lamp directed;
- Use calculators with solar charger (there are other devices with the same source);
- Disable the clock on the microwave oven and what can go in the common oven is the preference on the table;
- I clean my chandeliers and lamps regularly;
- Load cell only enough time, never leave charging all night;
- Hot bath, only the winter;
- Household spend the night turned off;
- Computer without use is a computer turned off, until my screen Google’s default Eco4Planet is black, give less light off, spend less energy;
- Empty room = lights off, air conditioning off.

CONSUMPTION

- I have a personal cup and a thermos bottle at work;
- Carry the same plastic bottle with chilled water from home. Try to avoid buying water in glass or plastic bottle in the street;
- I always give feedback to related industry and traders on ways to produce less harmful to the environment;
- Give preference to biodegradable cleaning products and natural recipes for these products;
- I established few strategies to get away from places where consumption is highly encouraged, for instance: search and shopping net, specialty stores out of malls, the largest attendance to fairs and small shops in the neighborhood;
- I prefer the natural products, avoid tea bags;
- Prime for quality, to last longer;
- Dispense with, wherever possible, the packaging, even recyclable. I put what I buy in my purse, when appropriate, or in cloth/fiber bags that I bought specially to carry grocery shopping. The damn plastic bags only come home once a month to go out as garbage bags;
- Look for simple packaging and recyclable gift. But if the gift is beautiful itself, will not pack it.
- Bazaar, tallow, antiques and flea market are for me unmissable sights.

RECYCLING

- Reuse the plastic-film packaging sliced to tear. Clean, they involve other foods that should be kept in the refrigerator;
- Give preference to products with recycling symbol, researching the source collection and I forward it when they have no usefulness;
- Teaching the children in my family recycling habits and give them educational and biodegradable gifts;
- Facilitate, where possible, the work of garbage collectors;
- I do not leave my garbage in the street. If there isn’t trash near me, I keep up to find the next suitable container or take it home, have some there, certainly;
- Coffee amazes mosquitoes (including dengue), game whenever possible, the coffee filtered on earth;
- Beautiful gift’s packs can be adapted and passed on new ones;
- The page is printed one side and didn’t is the final version? No problem. I can use the other side to print again or write. If I cut the pages to small pieces will became my notebooks.

It’s few, I know, and all these attitudes should be an obligation, not a favor to nature. One day we'll get there!

Ano Novo



O final de 2009 está me ensinando o exato sentido de Ano Novo. Já que nos anteriores sempre fiz questão de desejá-lo como próspero a todos os queridos, chegados e interessados; mas recebendo em troca apenas os mesmos votos - em palavras e abraços.

Este, por sua vez, termina e o outro chega em momento de muitas mudanças. Sabe aquele período que parece conspirado pelo universo para que a vida passe para a próxima fase? tipo... uma digievolução?

Eu sei que desejei algumas das mudanças e que outras, apesar de não ter desejado, sabia que viriam... mas não pude prever que tudo aconteceria de uma só vez. Bom do ponto de vista de que o próximo Ano já começa "arrumado", ruim do ponto de vista da sobrecarga no curto espaço de tempo.

Eu estou em fase de adaptação. Um pouco confusa com a nova rotina (sim...até certo ponto eu gosto da rotina). Mas cheia de esperança e confiança, porque esta fase também me ensina de que nada permanece, sempre, do mesmo jeito. Principalmente as situações problemáticas.

Continuarei desejando a todos um próspero Ano Novo e que tenham a oportunidade de conhecê-lo em sua plenitude e não apenas no aspecto cronológico-histórico-comercial-religioso.

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Ser e Fazer Relações Públicas #DiadoRP


Hoje é o Dia Nacional da atividade de Relações Públicas e como incessante pesquisadora do sentido, resolvi participar da comemoração expondo o que este momento significa para mim, através da minha atual e singela experiência profissional, delineada pelas ações que pratico e pelas reações do ambiente.

Atuo em uma empresa de tecnologia a serviço do governo, no cargo de 'assessora de comunicação...'. No meu contrato acrescentaram '...e conteúdo web' porque a comunicação parece, não mais sozinha, responder às expectativas que uma rede informatiza possa oferecer. Fui inserida em um projeto de portal eletrônico, como responsável pelo conteúdo e meu contrato terminaria por aí. Mas vieram outros projetos de sites, me candidatei a contribuir com eles através da mesma função já desempenhada e acrescentei minha disponibilidade para contactar os clientes e auxiliá-los a definir as seções de sua nova página. Fui ficando...

A empresa sempre participa/promove eventos na área de governo e governança eletrônica. Me escalaram para fazer a assessoria de imprensa de um deles e acabei me inteirando do assunto para aplicar às minhas outras funções. Comecei dando manutenção na Intranet corporativa e acabei propondo outros meios e eventos de comunicação, como o Boletim Eletrônico e o café da manhã com o presidente.

Me chamavam de 'webmaster' porque esse é o remetente das mensagens-resposta no campo 'Fale Conosco' - sob minha manutenção -, então criei um e-mail corporativo e passei a assinar também como 'Atendimento', vinculando-o aos meus contatos. Recebia muitos convites para anúncios publicitários em newsletters da área de TI, então passei a construir um mailing de publicações (impressas e online) da área e passei e disparar releases sobre o assunto na área governamental com foco no cidadão. Este tipo de convite diminuiu bastante, a visibilidade da empresa aumentou e a imagem está apontando para o que a diretoria definiu como missão.

Minha jornada tem sido isso: atender ao que chega e gerar novas demandas; entre algumas tarefas #nadahaver e outras tantas, dignas de rr.pp. das quais sou alijada. Posso dizer que o Dia de hoje é um momento ideal para refletir até que ponto meus esforços estão gerando os resultados esperados por mim. Tentar perceber se estes resultados reduzem-se ao reconhecimento da pessoa (se inteligente, empenhada e comunicativa), ou alcançam o profissional (se pontual, proativa, capacitada) de relações públicas (se compreensiva, diplomática, articuladora). Tive hoje uma sensação positiva ^-^, apesar de ainda perceber que o termo relações públicas está mais vinculado a quem as faz do que quem o é por formação.

Bem verdade que essa revisão possa ser feita mais de uma vez ao ano, até para corrigir em tempo hábil os desvios indesejados, mas a data torna-se especial porque o esforço é coletivo. Entendo que não basta ser ou fazer relações públicas, porque estas condições podem ocorrer de forma dissociada, inclusive entre pessoas sem formação acadêmica na área. Mas precisamos das duas formas de manisfestação, individual e coletiva, entre nós, bacharéis em relações públicas. Não importando se o coletivo influencia o individual ou o contrário, e desde que nossos referenciais teóricos estejam adequados à realidade que nos clama por participação.

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